CONFIRA A ENTREVISTA COM PEBA!

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11 de mar de 2009

Que move-te?

Estamos em débito aqui! Já tem quase uma semana que não postamos. A carga horária ta tão intensa que as vezes se acumulam tempos... pois bem. Que seja. Recordemos de onde paramos.

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Evento









No dia 5 de março estivemos no encontro promovido pelo DIretório Acadêmico da Escola de Dança da UFBA, sobre a temática "Novas organizações em grupo". Foram convidados 5 núcleos (nós - Grupo CoMteMpu's, Coletivo Teiamuv, Grupo Go, Grupo Quintanda e Núcleo Vagapara) o que no mínimo causou grandes "nós criativos". Acho que podemos pontuar duas importantes questões que levantamos: o perigo da novidade e o nosso fazer grupo.


[nOVa york, nova zelândia, novA schin, a Nova loiRa do tchan, a Noviça RebeLde, o novo tESTamento, joVem GUarda, baBAdo novo, bosSa nova, Novos baianos, NOva Dança, novalgina, ano novo, a roupa nova do imperador, roupa Nova Acustico 1 e 2, aquários, a nova era...]

"novas organizações de grupo"

Até que ponto para dança é frutífero entrar nesse fluxo de consumo? De que novidade estamos falando? De que lugar?? Por que não falarmos de como nos organizamos? Isso não basta e por isso há a necessidade do logotipo/prefixo/pretexto "NOVO"? Como nós, com quase 4 anos de atividades, ainda permanecemos como "novidade" aos olhos alheios? E somos? E fomos?

Assim tecemos o debate e seria quase impossível transcrever falas ou relatar. Mas acredito que é importante reafirmar, que conceitos cristalizados de grupo podem equivocar-nos sobre suas realidades. Ser "Grupo" não há cartilha e o que todos tentamos, seja lá em qualquer tempo (novo ou arcaico), é existirmos no presente. Fazer acontecer.

As políticas adotadas em um grupo não vêm de uma força simplesmente externa a seus participantes. Em grupo, criam-se políticas, acordos, entendimentos, escolhas, contamina-se, debate-se, conflitua-se cada um a seu modo - de dentro ... para cada organização, uma especificidade, que por muitas vezes são reconhecivéis e aproximáveis em diferentes momentos e conjunturas. E acreditamos mesmo, não estarmos fazendo nada de novo e não nos preocupamos realmente com isso... fazer e como fazer, essa é a nossa preocupação primordial.

Tendências geram modas, as modas definem os comportamentos e as políticas e, quando percebemos, já não estamos no bolo... mas ainda assim, desde já, assinamos a presença para melar o dedo na glace.

Só essa questão já gera um seminário inteiro... Como o tempo foi curto lá, registramos aqui para os que queiram esticar a discussão. Até mesmo porque, mais que polêmica todo encontro é uma ação importantíssima e necessária. Conversar com os contemporâneos ajuda a nos entendermos empaticamento e diferencialmente. Sem contar que afaga: não estamos sozinhos e que bom!!
Pois bem, convite lançado. Quem se sentir a vontade a prolongar a discussão, siga! (Se houver alguém por aqui também, além de nós_rs)

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Sobre os ensaios SAFO:

Essas duas semanas estão sendo árduas. Os ensaios têm dado voltas e nós, que por algumas vezes angustiam. O processo de encontrar conexões de mundos, afirmar o que escrevemos e discutimos em geração de imagens, cenas, movimento, corporalidade, plástica, etc., é tão denso que as vezes queremos bater a cabeça na parede, pra ver se resolve. Suposta tentativa frustante, claro. rs.

O desenvolvimento da corporalidade em SAFO tem nos levado a uma imagem de corpo rasteiro, quebrado, escorregadio e poroso: resistência, impacto e agilidade - sendo mais direto, estamos suando, muito! rs.

Em breve divulgaremos nosso programa de atividades que compreendem o projeto SAFO com mostras parciais, painéis, oficinas e o que chegar de repente e bem vindo.

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